Estudando o Espiritismo

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terça-feira, 19 de julho de 2016

Joana de Cusa: sentir o Evangelho é praticar a Caridade

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Joana de Cusa: sentir o Evangelho é praticar a Caridade

Este capítulo do livro “Boa Nova”, de Humberto de Campos (Espírito), permite entender muito bem o que Jesus dizia com sentir —manifestação que, na Terra, foi depurada em séculos de trabalho pela manifestação feminina de nossa força criativa que todos nós Espíritos trazemos em nosso psiquismo.

A história de Joana de Cusa, tanto quanto a de Maria Madalena e de Nossa Senhora, demonstram isso muito bem.



Mas o que é sentir o Evangelho?
a) Você percebe a diferença entre sentir prazer e sentir felicidade?

b) Preste atenção na diferença que existe quando você come um pedaço de pizza e quando você dá um abraço em uma criança carente;

c) O prazer do pedaço de pizza não tem nada de errado;

d) Mas perceba que ele passa logo, e para senti-lo novamente é preciso você comer outro pedaço;

e) Já o abraço na criança carente dá a você uma sensação de felicidade muito mais profunda que o prazer do pedaço de pizza;

f) E não passa nunca. Toda vez que você se lembra dele, você se sente feliz;

g) Sentir o Evangelho é exatamente isso —é você entender, através do sentimento, o que praticar os ensinos de Jesus pode causar em você;

h) Por isso, a simples teoria do que seja o Evangelho não vai fazer você feliz;

i) Necessário se faz praticá-lo;

j) O seu pedaço de pizza satisfaz apenas a sua necessidade;

k) Já o pedaço de pizza que você dá para o menino de rua irá satisfazer a necessidade dele e a sua necessidade de ser feliz;

l) E assim, com esses pequenos gestos, iremos aprendendo o que é sentir o Evangelho;

m) O que é praticar a Caridade, amar o próximo;

n) Aprender que o prazer satisfaz apenas nossas necessidades;

o) A felicidade é o prazer que não passa, quando fazemos a felicidade do próximo;

p) Isso é sentir o Evangelho.

Joana era esposa de Cusa, intendente de Ântipas, que também colaborava com os Romanos. Por tudo isso, não gostava de Jesus, que pregava a igualdade entre os homens. Ela, sempre que podia, assistia às pregações do Mestre. Também insistia para que o marido aceitasse Jesus. Triste com a situação do marido, foi falar com Jesus sobre isso, e também sobre o comportamento infiel que tinha. Disse-lhe o Mestre:
a) “Joana, só há um Deus, que é o nosso Pai, e só existe uma fé para nossas relações com seu amor.”

b) “Só existe uma fé”— uma única maneira de nos relacionarmos com Deus;

c) Aqui Jesus deixa muito claro que nossa relação com Deus nada tem a ver com as religiões, mas com o nosso comportamento na vida;

d) Explica com clareza que templos e rituais não passam de coisas exteriores;

e) Com “para nossas relações com seu amor”, Jesus resume o que é importante em nossa relação com Deus: o amor;

f) O Pai está sempre nos doando seu amor, em qualquer situação da vida, para que sejamos felizes;

g) Nós, contudo, só estaremos nos relacionando com o Pai quando praticarmos a Caridade;

h) Exatamente como Deus mesmo faz, trabalhando pela felicidade dos que estão próximos de nós;

i) Isso é praticar a Caridade no dia-a-dia.



“Eu venho, em nome de Deus, abrir o templo da fé viva no coração dos homens”, diz Jesus a Joana de Cusa.
a) Eis o Divino Mestre confirmando que o único templo que devemos construir para Deus é o do nosso coração;

b) Não significa que devemos nos isolar, deixando de ir a reuniões para compartilhar da companhia e da palavra de nossos irmãos;

c) Mas se lá formos sem amor no coração, sem transformar nosso comportamento no dia-a-dia, a única coisa que fazemos é transformar esse mesmo coração em pedra, como o templo;

d) Não só nos templos religiosos, mas em todos momentos de nossas vidas, devemos agir com amor a todos.



“Entre o sincero discípulo do Evangelho e os erros milenares do mundo, começa a travar-se o combate sem sangue da redenção espiritual”, completou o Mestre.
a) Esta é a nossa luta diária contra nossas imperfeições, para que sejamos cada dia melhores que na véspera;

b) Como o mundo seria diferente se tivéssemos entendido e praticado esses ensinos;

c) O mundo estaria repleto de templos onde Deus habitasse —o coração de cada um de nós seria um templo de Deus;

d) A Caridade seria a lei maior a nos conduzir em nosso comportamento;

e) Todos trabalhando pelo bem de todos;

f) Não haveria direitos a requerer, pois todos conheceríamos e cumpriríamos nossos deveres;

g) Só paz, harmonia e fraternidade nas relações sociais;

h) Nada de supérfluos, mas também nada de necessidades não satisfeitas;

i) Por mais utópico que isso pareça, é como seria o mundo se o Evangelho tivesse sido seguido, sem as distorções mitológicas;

j) Mas a notícia da Boa Nova é que neste novo Ciclo de Regeneração em que entramos, isso será uma realidade;

k) Restabelecido o Evangelho em sua pureza, como neste livro de Humberto de Campos (Espírito), o Consolador prometido fará tudo isso se tornar realidade;

l) Porém não sem antes de nossa casa terrestre ser em parte demolida, por tudo o que acontecerá nas próximas décadas;

m) Para que a nova humanidade se reconstrua somente nas bases evangélicas da Caridade.



Após explicar a Joana a ligação cármica entre ela e seu marido, Jesus a orienta a amá-lo ainda mais, semeando o amor em seu coração. Porém Joana ainda pergunta: “Mestre, vossa palavra me alivia o espírito atormentado; entretanto, sinto dificuldade extrema para um entendimento recíproco no ambiente do meu lar. Não julgais acertado que lute para impor os vossos princípios? Agindo assim, não estarei reformando o meu esposo para o céu e para o vosso reino?”
Jesus responde:

“Quem sentirá mais dificuldade em estender as mãos fraternas: será o que atingiu as margens seguras do conhecimento com o Pai, ou aquele que ainda se debate entre as ondas da ignorância ou da desolação, da inconstância ou da indolência do espírito?”

a) Já vimos anteriormente que tudo busca o equilíbrio na natureza;

b) O maior se junta com o menor, para fazer o equilíbrio;

c) Logo, quem está com Deus sempre tem mais, e deve ser quem estende a mão e ajuda.



Em seguida o Mestre diz: “Quanto à imposição de ideias, por que motivo Deus não impõe seu amor e sua verdade aos tiranos da Terra? A sabedoria celeste não extermina as paixões: transforma-as”.
a) Esta é uma pergunta que nós os “tiranos” sempre fazemos;

b) Exatamente por não ser um tirano e não fazer de nós robôs é que Deus não se impõe a nós;

c) Caso contrário simplesmente nos criaria perfeitos;

d) Nossos erros são as formas de aprendermos o que não fazer;

e) Mas também de como fazer o certo;

f) Assim construímos nossa vontade e nossa individualidade, e evoluímos.



Em seguida o Mestre Amigo diz uma frase muito especial: “Aquele que semeou o mundo de cadáveres desperta, às vezes, para Deus, apenas com uma lágrima.”
a) Aqui Jesus mostra em sua plenitude o Deus Consolador;

b) O Pai que não castiga, transforma;

c) Deus não condena, esclarece. Nada de demônios e infernos e que tais;

d) Deus sabe esperar o momento de nossa mudança, sem nunca impor;

e) Nesta frase o Mestre mostra que não importa o tamanho do erro cometido;

f) Mas a nossa compreensão e nossa vontade em corrigir (despertar para Deus —fazer o certo);

g) “Apenas uma lágrima” demonstra como não existe o “olho por olho, dente por dente”, e que uma pequena dor pode ser o suficiente para nos alertar;

h) A dor que sentiremos para querer mudar nosso comportamento não depende do tamanho do erro ou da maldade que fizemos, mas da nossa vontade em corrigir tudo;

i) Como nós pudemos trocar uma verdade tão consoladora sobre Deus, por um conceito de um Deus profundamente humano?

j) Porque tudo o que vem de Deus não se impõe;

k) E o Evangelho que nos trouxe essa maravilhosa verdade sobre nosso Pai provém dele e, portanto, não pode ser imposto.



Em seguida lemos sobre a mudança de comportamento de Joana: “Procurou esquecer todas as características inferiores do companheiro, para observar somente o que possuía ele de bom, desenvolvendo, nas menores oportunidades, o embrião vacilante de suas virtudes eternas.”
a) Aqui está o comportamento que todos devemos ter;

b) Sempre focar no bem, sem esperar resultados imediatos;

c) Nunca valorizar o mal, mas somente o bem;

d) Pois assim nossa semente irá se fixar, e um dia fatalmente o bem irá germinar;

e) Porque o bem, por menor que seja, jamais deixa de germinar e crescer.



No final da lição, Joana passa pela prova mais difícil que um ser humano pode passar: podendo evitar sua morte e do filho, abjurando, ou seja, negando a Jesus, não o fez, pois confiou no Mestre e respeitou a vontade de Deus.
a) Agiu ela corretamente? Não seria mais certo salvar o filho? E também a ela mesma?

b) Que situação…

c) Perguntamos: Jesus se quisesse teria salvo a sua vida e deixado de passar tudo o que passou no Calvário? Sim.

d) Mas como ele explicou várias vezes, ele não veio para fazer a sua vontade, mas a de Deus;

e) E por isso se submeteu a tudo;

f) Ele era puro e não tinha nenhum débito a quitar com a justiça divina;

g) Logo, só passou por tudo isso, por amor a nós;

h) E Joana, tinha débitos a quitar? Sim, tinha até resgate com o marido.

i) Então só passamos por situações tão difíceis ou por amor ou por resgate;

j) E é fácil distinguir —se você compreende a situação, está fazendo aquilo por amor; mas se há sentimento de revolta com o acontecimento, por menor que seja, esteja certo: é resgate;

k) A justiça e o amor de Deus nunca permitem que passemos por dores que não precisamos;

l) É também lei que temos que evoluir com o mínimo de sofrimento;

m) Então Joana agiu certo, pois salvou sim seu filho, ensinando a ele a importância de aceitar a vontade de Deus, em nosso benefício, por mais dura que seja a situação;

n) Portanto ser fiel a Deus é sermos fieis a nós mesmos, pois com certeza a vontade do Pai sempre será a melhor para nós;

o) Não nos preocupemos, porém, pois atualmente o que mais temos que sacrificar, não são nossas vidas, mas nosso egoísmo e nosso orgulho;

p) Não ficou bem mais fácil?