Estudando o Espiritismo

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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Personalidade Psicopata (Jorge Andréa)

Personalidade Psicopata (Jorge Andréa)

Desde os tempos mais idos que o pensamento filosófico, em associação com a essência religiosa, propiciou, para os dias em curso, um ideário holístico, constituído das posições biossociais e psicológicas, resultando daí a formação de um bloco de autêntica e sadia espiritualidade a caminhar de braços dados com a ciência.

É nessa posição de espiritualidade que a dinâmica da Doutrina Espírita se encontra pela colheita, não somente pelas razões filosóficas, mas, principalmente, pelos acervos adquiridos pelos estudiosos pesquisadores do caminho científico.

Neste atual estágio da vida planetária, estamos presenciando, a todo momento, transformações de toda ordem, de modo a permitir múltiplas avaliações, principalmente no setor psicológico, onde as demarcações do passado se estão refletindo nos processos ansiosos, depressivos, fobias e diversas compulsões, com as naturais apresentações pessoais que cada ser nos mostra dentro do processo evolutivo.

A personalidade psicopática é de difícil tratamento médico, bem possível quando os portadores desejam fazê-lo, aliás o que é coisa muito rara. O comum é a recusa pelos indivíduos que se consideram normais em suas próprias avaliações e, o que é importante, de modo astuto não demonstram seus desvios. São indivíduos que até mostram vontade de trabalho, a fim de ocultar seus complexos, em que a culpa, mesmo inconsciente (carma negativo de vidas pretéritas), representa um pano de fundo do desvio.

São fabuladores, desenvolvem falsas histórias, hábeis em perceber pequenos defeitos alheios e ampliá-los, tudo com finalidade de ocultar as irresponsabilidades que carregam.

O transtorno de personalidade produz distorções ou defeitos na estrutura de caráter, levando a distúrbios na vida pessoal e social; porém, os portadores dos desvios afirmam não existir problemas mesmo diante das evidências. Alguns são amistosos e extrovertidos, a fim de captar simpatias, embora com tendências a reivindicações, quase sempre absurdas, usando pessoas em comunhão afetiva, a fim de encobrirem suas próprias dúvidas e inseguranças.

São indivíduos que apresentam lento embotamento afetivo. Não gostam de ninguém, falam mentiram sobre variadas questões. Quando cônjuge ou namorado (a) consideram-se donos dos respectivos parceiros, esforçando-se para não demonstrarem a gelidez afetiva que carregam. Inventam e juram eterno amor.

Desejam coisas acima de suas próprias possibilidades, a fim de ocultarem sua fraqueza e impossibilidade de conquista e ascensão no trabalho, quase sempre mais, por estarem vencendo, sem freios... A paranoia passa a ser a nuança da personalidade buscando novidades, jamais as coisas novas e corretas da vida.

Outro fator a se somar a tudo isso, são as obsessões espirituais que sempre acompanham os indivíduos em falta com a lei divina. Desse modo, seguem captando, por sintonia, sugestões espirituais negativas que se vão transformando em monoideias fixas, acolhidas como indiscutíveis verdades, afastando o senso comum.

Assim sendo, o processo agressivo que alguns carregam, reflete-se numa máscara, escondendo incompetências, embora certos atos pareçam traduzir inteligência e trabalho. São fabuladores contumazes asseverando estar reconsertando os erros alheios.

Além do tratamento médico, o espiritual se impõe, mesmo praticado à distância é um gesto de amor para com o necessitado.

Para esses indivíduos que se encontram mergulhados nesses momentos de dificuldades – agressor e agredido – o bom senso sugere que tenham coragem de entender a vida diante do rosário reencarnatório.

Vivemos em sociedade com leis de um sistema no qual não temos direito de agressão, porém nos esforçamos para um constante aperfeiçoamento. Daí, a necessidade de providências a serem tomadas, dentro de nossas possibilidades, em relação aos destruidores da teia da vida.

Deus é vida e a vida por Ele nos ofertada é dádiva a ser sempre construída e somente os labores sadios possuem condições de libertação e felicidade, dentro de nossa trilha de imortalidade. Todos somos responsáveis pelos nossos atos e qualquer posição destoante, principalmente no setor afetivo, tem repercussões espirituais a serem sanadas a qualquer preço, sejam de caráter pessoal ou coletivo.

Precisamos utilizar nossa inteligência, pois a Doutrina Espírita, com sua estruturação holística, nos mostra os adequados caminhos da libertação.

Jorge Andréa