Estudando o Espiritismo

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sábado, 16 de julho de 2016

Como a si mesmo

Como a si mesmo

O Evangelho segundo o Espiritismo - Capítulo 11: Amar o próximo como a si mesmo, item 4
Certa vez, estando Jesus na Galiléia, um doutor da lei o abordou com a seguinte pergunta: "Qual o maior mandamento da Lei?". O objetivo era sondar os ensinamentos que Jesus transmitia e não aprender com sinceridade.
Chamava-se doutor da lei aquele que havia estudado todos os ensinamentos contidos na Torá, o livro sagrado dos judeus, contendo os mandamentos das leis de Deus e as leis civis instituídas por Moisés. Existem mais de 600 mandamentos! Por esse motivo, a pergunta do doutor da lei tinha fundamento: ente tantos mandamentos, qual seria o mais importante, o maior de todos? Mas, ele não queria aprender e sim sondar o que Jesus iria responder. E Jesus respondeu: "Amarás o Senhor Teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento." Note-se que Jesus não disse que deveríamos amar a Deus como Ele o amava mas sim de acordo com a nossa capacidade de compreensão:
- "de todo o teu coração": conforme nossa condição material
- "de toda a tua alma"- conforme nossa condição moral, espiritual
- "de todo o teu entendimento"- conforme nossa condição intelectual
Em seguida, Jesus acrescentou: "E o segundo, semelhante a este, é: amarás a teu próximo como a ti mesmo."
Vejamos essas palavras: "semelhante a este". Semelhante não quer dizer igual; semelhança significa que possuem as mesmas propriedades, mas em graus diferentes. Isso quer dizer que, o amor a Deus, ao próximo e a si mesmo têm a mesma importância e são igualmente necessários, embora sejam de natureza diversa. Para sermos completos, deveríamos amar a Deus, o próximo e também a nós mesmos. Assim como é importante amar a Deus, também é necessário amar ao próximo e a si mesmo. Jesus usou o conectivo "e": e o segundo semelhante a este...
Mas o trecho que destacaremos com mais atenção é este: "como a ti mesmo". Com essas palavras Jesus destacou que, após o cumprimento dos mandamentos referentes a Deus e ao próximo, eles deveriam ser igualmente aplicados a nós mesmos.
Porém, não é bem isso que conseguimos em nosso atual estágio de evolução espiritual... Quantas pessoas se isolam da convivência social com a justificativa de que passarão a se dedicar exclusivamente a Deus e às suas orações! Quantos se dedicam ao próximo apenas com o objetivo de se destacarem política e socialmente! E quantos apenas amam a si mesmos, sem pensarem no outro e nem no Criador!
Quanto a nós, estamos buscando compreender melhor os ensinamentos de Jesus para tentar colocá-los em prática, cada vez mais e melhor, em nossa vida. Então, como encontrar o equilíbrio entre amar a si mesmo e não se tornar egoísta? É Jesus mesmo que nos dá a receita: fazer aos outros o que gostaríamos que os outros nos fizessem! Vejamos as duas situações possíveis:
- amar o próximo mas não amar a nós mesmos: isso acontece quando, em nossas ações para ajudar alguém, desrespeitamos a nós mesmos, nos corrompemos;
- amar a nós mesmos mas não ao próximo: isso acontece quando, em nossas ações de  interesse exclusivamente individual, não levamos em conta  se elas prejudicarão alguém ou se tornarão alguém infeliz. Mesmo que isso não venha a acontecer num primeiro momento, é necessário analisar as consequências que nossas atitudes poderão gerar em detrimento próprio.
É com muita dificuldade que conseguimos separar uma situação da outra, embora a regra básica seja simples: fazer aos outros o que desejamos que nos seja feito. Quando agimos conforme essa regra, nossa consciência fica tranquila, sentimo-nos felizes em relação aos outros e a nós mesmos!
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Sobre esse tema tão simples e ao mesmo tempo tão complexo pelas consequências originadas pela falta de amor a si próprio, disponibilizamos uma entrevista com o  médico homeopata e terapeuta,  Dr. Alberto Almeida, espírita, cujo título é "Por amor a si mesmo", concedida ao programa "Transição - a visão espírita para um novo tempo". Clique aqui para assistir.

(Tema apresentado na reunião pública do dia 20 de junho de 2011)