Estudando o Espiritismo

Observe os links ao lado. Eles podem ter artigos com o mesmo tema que você está pesquisando.

domingo, 10 de junho de 2012

Temas - Lesões Afetivas, adultério, sexo, entrevista com Divaldo, distúrbios e pedofilia




Lesões Afetivas


..


Um tipo de conselho raramente lembrado: o respeito que devemos uns aos outros na vida particular.

Caro é o preço que pagamos pelas lesões afetivas que provocamos nos outros.

Nas ocorrências da Terra de hoje, quando se escreve e se fala tanto, em torno de amor livre e de sexo liberado, muitos poucos são os companheiros encarnados que meditam nas consequências amargas dos votos não cumpridos.

Se habitas um corpo masculino, conforme as tarefas que te foram assinaladas, se encontraste essa ou aquela irmã que se te afinou com o modo de ser, não lhe desarticules os sentimentos, a pretexto de amá-la, se não estás em condição de cumprir a própria palavra, no que tange a promessas de amor. E se moras presentemente num corpo feminino, para o desempenho de atividades determinadas, se surpreendeste esse ou aquele irmão que se harmonizou com as tuas preferências, não lhe perturbes a sensibilidade sob a desculpa de desejar-lhe a proteção, caso não estejas na posição de quem desfruta a possibilidade de honorificar os próprios compromissos.

Não comeces um romance de carinho a dois, quando não possas e nem queiras manter-lhe a continuidade.

O amor, sem dúvida, é lei da vida, mas não nos será lícito esquecer os suicídios e homocídios, os abortos e crimes na sombra, as retaliações e as injúrias que dilapidam ou arrasam a existência das vítimas, espoliadas do afeto que Ihes nutria as forças, cujas lágrimas e aflições clamam, perante a Divina Justiça, porque ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro e nem sabe a qualidade das reações que virão daqueles que enlouquecem, na dor da afeição incompreendida, quando isso acontece por nossa causa.

Certamente que muitos desses delitos não estão catalogados nos estatutos da sociedade humana; entretanto, não passam despercebidos nas Leis de Deus que nos exigem, quando na condição de responsáveis, o resgate justo.

Tangendo este assunto, lembramo-nos automaticamente de Jesus, perante a multidão e a mulher sofredora, quanto afirmou, peremptório: "aquele que estiver isento de culpa, atire a primeira pedra".

Todos nós, os espíritos vinculados à evolução da Terra, estamos altamente compromissados em matéria de amor e sexo, e, em matéria de amor e sexo irresponsáveis, não podemos estranhar os estudos respeitáveis nesse sentido, porque, um dia, todos seremos chamados a examinar semelhantes realidades, especialmente as que se relacionem conosco, que podem efetivamente ser muito amargas, mas que devem ser ditas.

(Emmanuel / Francisco Cândido Xavier. In: Momentos de Ouro)


Sobre o adultério e a prostituição


Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado, disse Jesus. Esta sentença faz da indulgência um dever para nós outros porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência. Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos. Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita. Do item 13, do Cap. X, de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

É curioso notar que Jesus, em se tratando de faltas e quedas, nos domínios do espírito, haja escolhido aquela da mulher, em falhas do sexo, para pronunciar a sua inolvidável sentença: “aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra”. Dir-se-ia que no rol das defecções, deserções, fraquezas e delitos do mundo, os problemas afetivos se mostram de tal modo encravados no ser humano que pessoa alguma da Terra haja escapado, no cardume das existências consecutivas, aos chamados “erros do amor”.

Penetre cada um de nós os recessos da própria alma, e, se consegue apresentar comportamento irrepreensível, no imediatismo da vida prática, ante os dias que correm, indague-se, com sinceridade, quanto às próprias tendências. Quem não haja varado transes difíceis, nas áreas do coração, no período da reencarnação em que se encontre, investigue as próprias inclinações e anseios no campo íntimo, e, em sã consciência, verificará que não se acha ausente do emaranhado de conflitos, que remanescem do acervo de lutas sexuais da Humanidade.

Desses embates multimilenares, restam, ainda, por feridas sangrentas no organismo da coletividade, o adultério que, de futuro, será classificado na patologia das doenças da alma, extinguindo-se, por fim, com remédio adequado, e a prostituição que reúne em si homens e mulheres que se entregam às relações sexuais, mediante paga, estabelecendo mercados afetivos. Qual ocorre aos flagelos da guerra, da pirataria, da violência homicida e da escravidão que acompanham a comunidade terrestre, há milênios, diluindo-se, muito pouco a pouco, o adultério e a prostituição ainda permanecem, na Terra, por instrumentos de prova e expiação, destinados naturalmente a desaparecer, na equação dos direitos do homem e da mulher, que se harmonizarão pelo mesmo peso, na balança do progresso e da vida.

Note-se que o lenocínio de hoje, conquanto situado fora da lei, é o herdeiro dos bordéis autorizados por regulamentação oficial, em muitas regiões, como sucedia notadamente na Grécia e na Roma antigas, em que os estabelecimentos dessa natureza eram constantemente nutridos por levas de jovens mulheres orientais, direta ou indiretamente adquiridas, à feição de alimárias, para misteres de aluguel. Tantos foram os desvarios dos Espíritos em evolução no Planeta – Espíritos entre os quais muito raros de nós, os companheiros da Terra, não nos achamos incluídos – que decerto Jesus, personalizando na mulher sofredora a família humana, pronunciou a inesquecível sentença, convocando os homens, supostamente puros em matéria de sexualidade, a lançarem sobre a companheira infeliz a primeira pedra.

Evidentemente, o mundo avança para mais elevadas condições de existência. Fenômenos de transição explodem aqui e ali, comunicando renovação. E, com semelhantes ocorrências, surge para as nações o problema da educação espiritual, para que a educação do sexo não se faça irrisão com palavras brilhantes mascarando a licenciosidade. Quando cada criatura for respeitada em seu foro íntimo, para que o amor se consagre por vínculo divino, muito mais de alma para alma que de corpo para corpo, com a dignidade do trabalho e do aperfeiçoamento pessoal luzindo na presença de cada uma, então os conceitos de adultério e prostituição se farão distanciados do cotidiano, de vez que a compreensão apaziguará o coração humano e a chamada desventura afetiva não terá razão de ser.

Do livro “Vida e Sexo” - Pelo Espírito Emmanuel - Psicografia: Chico Xavier


Sobre o sexo...



Pergunta o jovem:

– E aí, Chico? Sexo antes do casamento é proibido?

Responde o médium:

– Meu filho, nada é proibido. No entanto, sem amor, nada vale a pena, nem o sexo, nem o casamento.

Notável observação!

A Doutrina Espírita, proverbialmente, enfatiza a consciência livre.

Não há proibições, considerando-se que a responsabilidade é uma planta frágil que só cresce em regime de liberdade.

Isso não consagra a idéia do liberou geral, já que tudo o que fizermos, dentro dos princípios de causa e efeito que nos regem, terá uma consequência.

Tenho a liberdade de fazer o que me aprouver, mas sempre responderei por minhas iniciativas.

Digamos, caro leitor, que desfrutamos todos de uma liberdade vigiada.

Os deslizes de comportamento fatalmente resultarão em cobranças, não na forma de punições divinas, mas de reações de nossa própria consciência, considerando que fomos programados para o que é certo, justo, verdadeiro.

O mal será sempre um desvio transitório de rota, com retorno obrigatório aos caminhos do Bem.

Em última instância, temos a liberdade de fazer exatamente… o que Deus espera de nós!

Tudo o que não for compatível com os desígnios divinos resultará em males tendentes a corrigir nossa rota.

Detalhe importante: as cobranças serão tanto mais severas quanto mais desenvolvido o Espírito em conhecimento, quanto mais amadurecido, mais capaz de distinguir o certo do errado, o Bem do mal.

Com relação à vida sexual, operou-se na década de sessenta, no século passado, uma revolução nos países ocidentais.

Vão longe os tempos em que sexo era considerado algo de pecaminoso, a ser exercitado apenas para a procriação, conforme ensinavam os manuais religiosos.

Vale lembrar que o dogma da virgindade perene de Maria foi inspirado nessa ideia. Como, argumentavam os teólogos, poderia a mãe de Jesus, personificação da pureza, ter se dado ao desfrute de uma relação sexual?

A forma de contornar essa dificuldade foi o dogma da virgindade perene de Maria. Não teria coabitado com José, mantendo-se casta.

Havia um problema: nos Evangelhos há referência aos irmãos de Jesus. Resolveu-se a pendência com a idéia de que José tivera filhos de um casamento anterior, ou seriam apenas primos seus.

Não há limites para a fantasia quando renunciamos à lógica e ao bom senso.

Para o Espiritismo a atividade sexual não tem nada de pecaminosa. É por ela que viemos ao Mundo. É graças a ela que as espécies subsistem.

O problema para os teólogos estaria no prazer. Sem prazer não haveria excessos, viciações, desajustes, paixões avassaladoras, traições...

Em contrapartida, estaria ameaçada a sobrevivência humana!

Já pensou, leitor amigo: sexo burocrático, frio, apenas para perpetuar a espécie? Na realidade, o que compromete o relacionamento sexual são os excessos.

Sexo, na atualidade, deixou de ser parte do amor, convertendo-se em sinônimo dele. Quando o jovem fala em fazer amor, expressão lamentável, está se referindo à prática sexual, como se o amor fosse sexo e não parte dele apenas.

E sem amor, como diz Chico, nada vale a pena, nem mesmo o sexo!


Do Livro “Rindo e Refletindo com Chico Xavier”
Por: Richard Simonetti

* * * 

O sexo se define por atributo não apenas respeitável, mas profundamente santo da Natureza, exigindo educação e controle. Através dele dimanam forças criativas, às quais devemos, na Terra, o instituto da reencarnação, o templo do lar, as bênçãos da família, as alegrias revitalizadoras do afeto e o tesouro inapreciável dos estímulos espirituais.
É irracional subtrair-lhe as manifestações aos seres humanos, a pretexto de elevação compulsória, de vez que as sugestões da erótica se entranham na estrutura da alma, ao mesmo tempo que seria absurdo deslocá-lo de sua posição venerável, a fim de arremessá-lo ao campo da aventura menos digna, com a desculpa de se lhe garantir a libertação.
Sexo é espírito e vida, a serviço da felicidade e da harmonia do Universo. Consequentemente, reclama responsabilidade e discernimento, onde e quando se expresse.
Por isso mesmo, nossos irmãos e nossas irmãs precisam e devem saber o que fazem com as energias genésicas, observando como, com quem e para que se utilizam de semelhantes recursos, entendendo-se que todos os compromissos na vida sexual estão igualmente subordinados à Lei de Causa e Efeito; e, segundo esse exato princípio, de tudo o que dermos a outrem, no mundo afetivo, outrem também nos dará.

Por: Emmanuel
Livro: Vida e Sexo - Francisco Cândido Xavier


Entrevista com Divaldo Franco (Parte 1)


Entrevista de Divaldo Franco à Revista ‘O Consolador



Sexualidade - Gestação

O Consolador – Como você vê a oficialização do casamento entre homossexuais e a adoção de filhos por parte deles?

Divaldo Franco – A questão é momentosa, em face das ocorrências desse gênero que não mais podem permanecer ignoradas pela sociedade. O homossexualismo sempre esteve presente no processo histórico, aceito em um período, noutro combatido, desprezado em uma ocasião e noutra ignorado, mas sempre presente... Penso que se trata de uma conquista em relação aos direitos humanos a legalização de algo que permanecia à margem, dando lugar a situações graves e embaraçosas.

Quanto à adoção de filhos, penso que, do ponto de vista psicológico, será gerado algum conflito na prole em relação à imagem do pai ou da mãe, conforme o caso, que se apresentará confusa e perturbadora. O tempo demonstrará o acerto ou o equívoco de tal comportamento.

O Consolador – Para haver gravidez, independentemente do desejo dos pais e do reencarnante, existe necessidade de autorização das autoridades espirituais?

Divaldo Franco – Certamente que sim, porquanto no mapa da reencarnação dos futuros pais já se encontram delineados os filhos que devem, que podem ou que queiram ter. Graças a isso, ocorrem as facilidades na concepção ou os grandes impedimentos que vêm sendo vencidos pela ciência, através dos tempos, facultando a ocorrência sempre sob supervisão espiritual.

O Consolador – Como deve posicionar-se um casal espírita diante do diagnóstico de anencefalia no filho que se encontra na fase de gestação?

Divaldo Franco – Espírita ou não, o casal que gera um filho anencéfalo e cuja anomalia é detectada ainda na vida fetal, deve amar a esse Espírito que irá reencarnar-se com a problemática a que faz jus em razão de atos praticados anteriormente e que lhe modelaram a forma atual. A vida fetal não pode ser interrompida, senão quando a gestante encontra-se ameaçada...

Diversos anencéfalos, mesmo diante dos prognósticos médicos de que não sobreviveriam ao nascimento, demoram-se despertando mais amor até o momento em que concluem o período de que necessitam para a libertação.

O Consolador – Qual deve ser, à luz do Espiritismo, a posição de uma jovem e sua família diante de uma gravidez originada de um estupro?

Divaldo Franco – Embora lamentável e dolorosa a circunstância traumática da ocorrência, é dever da jovem e dos seus familiares manterem a gravidez, auxiliando o Espírito que se reencarna em situação aflitiva e angustiante. Compreende-se a dor da vítima e dos seus familiares, no entanto, não se tem o direito de matar o ser reencarnante que necessita do retorno naquela maneira, a fim de crescer para Deus. Não raro, esses seres que renascem nessa conjuntura tornam-se amorosos e profundamente agradecidos àqueles que lhe propiciaram o recomeço terrestre: a mãe e os familiares.

O Consolador – Em sua opinião, os Espíritos desencarnados mantêm relações sexuais tal qual se verifica na crosta?

Divaldo Franco – Conforme a questão nº 200 de O Livro dos Espíritos, o Espírito é, em si mesmo, assexuado, sendo-lhe a anatomia uma contribuição para o fenômeno da procriação. Ao desencarnar, no entanto, o Espírito mantém as suas tendências, especialmente aquelas de natureza inferior às quais aferrou-se em demasia, prosseguindo com as construções mentais que lhe eram habituais. Como resultado, acreditam-se capazes de intercursos sexuais nas regiões inferiores onde se encontrem, como efeito da condensação das energias viciosas no perispírito. Frustrantes e perturbadoras, essas relações são degradantes e afligentes, porquanto são mais mentais que físicas, dando lugar a processos de loucura e de perversão...

Células Tronco

O Consolador – Qual deve ser o posicionamento dos espíritas em relação às pesquisas com células-tronco embrionárias?

Divaldo Franco – A reencarnação, conforme nos ensina a Doutrina Espírita, tem início no momento da fecundação do óvulo, a partir de cujo momento passa a existir vida, seja pelo processo biológico natural, seja in vitro.Qualquer tentativa de interrupção do desenvolvimento do futuro zigoto, que é o ser humano em formação, constitui um crime.

As pesquisas com as células-tronco embrionárias são de resultado ainda incerto, embora se apresentem teoricamente positivas, porquanto não está comprovado que os resultados sejam os anelados, mesmo porque existe alto risco como a geração de tumores, provável rejeição...

Em face dos bons resultados conseguidos com as células-tronco adultas, é mais válido que se prolonguem as experiências, com menores riscos e excelentes resultados em doenças como as leucemias, os Acidentes Vasculares Cerebrais, etc.

Continuando os esforços dos pesquisadores, certamente hão de surgir outras alternativas tão benéficas como as que se esperam das células-tronco embrionárias.

CONTINUA...

Livres, mas Responsáveis


A quem nos pergunte se a criatura humana é livre, responderemos afirmativamente.

Acrescentemos, porém, que o homem é livre, mas responsável, e pode realizar o que deseje, mas estará ligado inevitavelmente ao fruto de suas próprias ações.

Para esclarecer o assunto, tanto quanto possível, examinemos, em resumo, alguns dos setores de sementeira e colheita ou, melhor, de livre-arbítrio e destino em que o espírito encarnado transita no mundo.


POSSE - O homem é livre para reter quaisquer posses que as legislações terrestres lhe facultem, de acordo com a sua diligência na ação ou seu direito transitório, e será considerado mordomo respeitável pelas forças superiores da vida se as utiliza a benefício de todos, mas, se abusa delas, criando a penúria dos semelhantes, de modo a favorecer os próprios excessos, encontrará nas conseqüências disso a fieira das provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz da abnegação.

NEGÓCIO - O homem é livre para efetuar as transações que lhe apraza e granjeará o título de benfeitor, se procura comerciar com real proveito de clientela que lhe é própria, mas, se arrasa a economia dos outros com o fim de auferir lucros desnecessários, com prejuízo evidente do próximo, encontrará nas conseqüências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz da retidão.

ESTUDO - O homem é livre para ler e escrever, ensinar ou estudar tudo o que quiser e conquistará a posição de sábio se mobiliza os recursos culturais em auxílio daqueles que lhe partilham a romagem terrestre; mas, se coloca os valores da inteligência em apoio do mal, deteriorando a existência dos companheiros da Humanidade com o objetivo de acentuar o próprio orgulho, encontrará nas conseqüências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do discernimento.

TRABALHO - O homem é livre para abraçar as tarefas a que se afeiçoe e será honorificado por seareiro do progresso se contribui na construção da felicidade geral; mas se malversa o dom de empreender e agir, esposando atividades perturbadoras e infelizes para gratificar os seus interesses menos dignos, encontrará nas conseqüências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do serviço aos semelhantes.

SEXO - O homem é livre para dar às suas energias e impulsos sexuais a direção que prefira e será estimado por veículo de bênçãos quando os emprega na proteção sadia do lar, na formação da família, seja na paternidade ou na maternidade com o dever cumprido, ou, ainda, na sustentação das obras de arte e cultura, benemerência e elevação do espírito; mas, se para lisonjear os próprios sentidos transforma os recursos genésicos em dor e desequilíbrio, angústia ou desesperação para os semelhantes, pela injúria aos sentimentos alheios ou pela deslealdade e desrespeito nos compromissos e ajustes afetivos, depois de havê-los proposto ou aceitado, encontrará nas conseqüências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do amor puro.

O homem é livre até mesmo para receber ou recusar a existência, mas recolherá invariavelmente os bens ou os males que decorram de sua atitude, perante as concessões da Bondade Divina.

Todos somos livres para desejar, escolher, fazer e obter, mas todos somos também constrangidos a entrar nos resultados de nossas próprias obras.

Cabe à Doutrina Espírita explicar que os princípios da Justiça Eterna, em todo o Universo, não funcionam simplesmente à base de paraísos e infernos, castigos e privilégios de ordem exterior, mas, acima de tudo, através do instituto da reencarnação, em nós, conosco, junto de nós e por nós.

Foi por isso que Jesus, compreendendo que não existe direito sem obrigação e nem equilíbrio sem consciência tranqüila, nos afirmou claramente: "Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres".

EMMANUEL
(Do livro "Encontro Marcado" – Chico Xavier)


Imagem na janela: "Secret Beauty" de Down Pitre (Formatação: Lori)

Distúrbios Sexuais – Parte 3


A Doutrina Espírita procura não condenar ninguém, recomendando sempre que tenhamos com todos o máximo de respeito, consideração e carinho, inclusive para com as pessoas desequilibradas sexualmente, uma vez que elas constituem espíritos que atravessam um momento difícil (até mesmo tormentoso) em que necessitam promover a sua edificação moral, através de uma conduta sexual equilibrada. A esse respeito,Emmanuel finaliza o livro “Vida e Sexo” com a seguinte recomendação: “Diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, colocai-vos, em pensamento, no lugar dos acusados, analisando as vossas tendências mais íntimas e, após verificardes se estais em condições de censurar alguém, escutai no âmago da consciência, o apelo inolvidável do Cristo: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.


A recomendação do Espiritismo, para o respeito e a compreensão diante dos irmãos que transitam em condições sexuais desequilibradas, ocorre não só em função do sentimento de fraternidade e caridade que deve presidir o relacionamento humano, mas também pelo fato de que nenhum de nós possui autoridade suficiente para condenar quem quer que seja, pois todos nós possuímos algum tipo de dificuldade moral e/ou material grave que, certamente, precisa de educação. Sobre isso André Luiz, no livro “Sinal Verde”, fala-nos o seguinte: “Se alguém errou na experiência sexual, consulte o próprio íntimo e verifique se você não teria incorrido no mesmo erro se tivesse oportunidade. Em todos os desafios e problemas do sexo, cultive a misericórdia para com os outros, recordando que, nos domínios do apoio pela compreensão, se hoje é o seu dia de dar, é possível que amanhã seja o seu dia de receber”.

De posse dessas informações, creio que então possamos entender o quanto é importante mantermos sempre uma conduta moral elevada, especialmente no que diz respeito ao sexo. Afinal, segundo André Luizafirma, no livro “No Mundo Maior”: “A personalidade não é obra da usina interna das glândulas, mas produto da química mental. Compreendamos, pois, que o sexo reside na mente, a expressar-se no corpo espiritual, e conseqüentemente no corpo físico, por santuário criativo de nosso amor perante a vida, e, em razão disso, ninguém escarnecerá dele, desarmonizando-lhe as forças, sem escarnecer e desarmonizar a si mesmo”.

Para finalizar, deixo aqui uma reflexão, também de André Luiz, sobre relacionamentos afetivos, que talvez todos já tenham ouvido falar de alguma forma, mas creio que nunca é demais lembrar. Esse texto está presente no livro “Sinal Verde”: “Em toda comunicação afetiva, recorde a regra áurea: ‘não faça a outrem o que não deseja que outrem lhe faça’. Você receberá de retorno, tudo o que der aos outros, segundo a lei que rege os destinos”.


Livros citados

“Sinal Verde” – André Luiz / Chico Xavier
“Vida e Sexo” – Emmanuel / Chico Xavier
“O Consolador” – Emmanuel / Chico Xavier
“No Mundo Maior” – André Luiz / Chico Xavier
Estudos Espíritas” – Joanna de Ângelis / Divaldo Franco
“Evolução em Dois Mundos” – André Luiz / Chico Xavier / Waldo Vieira

Outros livros onde pode-se saber mais sobre o sexo e seus distúrbios pela ótica espírita:

“Sexo e Destino” – André Luiz / Chico Xavier / Waldo Vieira
“Sexo e Obsessão” – Manoel Philomeno de Miranda / Divaldo Franco

Na Internet, pesquise o assunto nos seguintes sites:

Distúrbios Sexuais – Parte 2


Emmanuel, em sua obra “Vida e Sexo”, nos informa que, quase sempre, os que chegam no além-túmulo, sexualmente desequilibrados, depois de longas perturbações, renascem no mundo tolerando moléstias insidiosas, amargando pesadas provas como conseqüência dos excessos que cometeram no passado. Então, se reencarnamos com uma distorção relacionada à área sexual, isso nos deve ser encarado como sinalizador de que cometemos graves deslizes nessa área e que necessitamos de ajustes, principalmente no setor moral.

Ainda o Espírito Emmanuel, em “O Consolador”, nos mostra que Deus não extermina as paixões dos homens, mas fá-las evoluir, convertendo-as pela dor em sagrados patrimônios da alma, competindo às criaturas dominar o coração, guiar os impulsos e orientar as tendências, na evolução sublime dos seus sentimentos. Informa Emmanuel que observamos almas numerosas aprendendo, entre as angústias sexuais do mundo, a renúncia e o sacrifício, em marcha para as mais puras aquisições do Amor Divino. De acordo com André Luiz, no livro “No Mundo Maior”, “desejo, posse, simpatia, carinho, devotamento, renúncia, sacrifício, constituem aspectos dessa jornada sublimadora. Por vezes, a criatura demora-se anos, séculos, existências diversas de uma estação a outra”.

Creio que seja importante esclarecer que nem todos os transtornos sexuais estarão sempre relacionados às experiências passadas do Espírito. Claro que, como todos nós estamos dentro de um processo maior de evolução, qualquer problema que nos afeta, invariavelmente poderá ser considerado um problema “da alma”, sendo assim, os problemas de ordem sexual podem ser considerados como resultado de dificuldades e equívocos vivenciados ao longo desta trajetória de evolução do nosso Espírito; mas, apesar disso, não podemos desconsiderar jamais as influências e os fatores da vida presente, que podem influenciar (e muito) no comportamento sexual. Aí sim, de acordo com as vivências da vida presente, pode-se vir a adquirir alguns débitos que, se não forem resolvidos nesta existência, certamente ficarão para uma próxima.

Ocasionalmente poderão aparecer, inclusive, Espíritos obsessores, e eles conseguirão influenciar aqueles que estiverem desequilibrados, mas não podemos colocar a responsabilidade toda encima da Espiritualidade, afinal, os Espíritos obsessores quase sempre possuem alguma afinidade vibracional com os obsediados, daí a sua atração (através da conduta e dos pensamentos). Além disso, são eles, também, sofredores que merecem ajuda.

Joanna de Ângelis, em “Estudos Espíritas” fala sobre como deve se dar o reajuste de uma pessoa desequilibrada sexualmente (de dentro para fora, com a Medicina tradicional aliada à ‘Medicina da Alma’): “frustração, ansiedade, exacerbação, tormento, tendências inversas e aflições devem ser solucionados, do espírito em processo de reajuste ao corpo em reparaçãoMediante a terapêutica da prece e do estudo, da aplicação dos passes e do tratamento desobsessivo, a par de assistência psicológica ou psiquiátrica correta, os que se encontram comprometidos com anomalias do corpo ou da emoção, recuperam a serenidade, reparam os tecidos ultra-sensíveis do perispírito, reestruturando as peças orgânicas para a manutenção do equilíbrio na conjuntura reencarnatória”. Sobre esse assunto, André Luiz, em “No Mundo Maior” complementa essa idéia, mas faz um alerta, falando: “A endocrinologia poderá fazer muito com uma injeção de hormônios, à guisa de pronto-socorro às coletividades celulares, mas não sanará lesões do pensamento”.

CONTINUA...

Distúrbios Sexuais – Parte 1


Ontem foi dia de “blogagem coletiva” e o tema abordado foi “pedofilia”. Bom, a pedofilia, como todos sabem, é uma perversão sexual. Pesquisei bastante e na verdade não achei nada na Doutrina Espírita falando sobre a pedofilia em si, mas ela fala sim, de casos de distúrbios sexuais, no que podemos, sem dúvida, incluir a pedofilia. Hoje, portanto, continuarei abordando aqui este tema, por considerá-lo de extrema importância. Falarei um pouco sobre os distúrbios sexuais sob a perspectiva da Doutrina Espírita, de uma forma mais abrangente. Como o texto ficou muito grande, separei em 3 partes. Espero que gostem.

Espiritualmente falando, todos nós somos seres em busca do equilíbrio. A maior parte de nós traz graves comprometimentos no que diz respeito ao campo sexual. André Luiz, no livro “Sinal Verde” afirma que “psicologicamente, cada pessoa conserva, em matéria de sexo, problemática diferente”.

Ainda André Luiz, no livro “No Mundo Maior”, fala que os enigmas do sexo não se reduzem a meros fatores fisiológicos, e acrescenta ainda, em “Evolução em Dois Mundos”, que a sede real do sexo não se acha no veículo físico, mas sim na entidade espiritual, em sua estrutura complexa.

Vejamos um resumo do que André Luiz nos fala, sobre as “enfermidades do instinto sexual”, no livro “No Mundo Maior”:

As cargas magnéticas do instinto, acumuladas e desbordantes na personalidade, à falta de sólido socorro íntimo para que se canalizem na direção do bem, obliteram as faculdades, ainda vacilantes, do discernimento e, alheia ao bom senso, a criatura lesada em seu equilíbrio sexual costuma entregar-se à rebelião e à loucura em síndromes espirituais de ciúme ou despeito.

Daí nascem as psiconeuroses, os colapsos nervosos, as fobias numerosas, os desvios da libido, a neurose obsessiva, as psicoses e as fixações mentais diversas que originam na ciência de hoje as indagações e os conceitos da psicologia de profundidade, na esfera da Psicanálise, que identifica as enfermidades ou desajustes do instinto sexual sem oferecer-lhes medicação adequada, porque apenas o conhecimento superior, gravado na própria alma, pode opor barreiras à extensão do conflito existente, traçando caminhos novos à energia criadora do sexo, quando em perigoso desequilíbrio.

Inútil é supor que a morte física ofereça solução pacífica aos espíritos em extremo desequilíbrio, que entregam o corpo aos desregramentos passionais. A loucura, em que se debatem, não procede de simples modificações do cérebro: dimana da desassociação dos centros perispiríticos, o que exige longos períodos de reparação.

Assim, à face das torturas genésicas a que se vê relegada, (a criatura) gera aflitivas contas cármicas a lhe vergastarem a alma no espaço e a lhe retardarem o progresso no tempo. Desse modo, por semelhantes rupturas dos sistemas psicossomáticos, harmonizados em permutas de cargas magnéticas afins, no terreno da sexualidade física ou exclusivamente psíquica, é que múltiplos sofrimentos são contraídos por nós todos, no decurso dos séculos, porquanto, se forjamos inquietações e problemas nos outros, com o instinto sexual, é justo que venhamos a solucioná-los em ocasião adequada
”.

Joanna de Ângelis confirma estas informações, no livro “Estudos Espíritas”, onde afirma que o sexo, queira-se ou não, nas suas funções importantes em relação à vida, procede do Espírito, cujo comportamento numa existência grava na próxima (existência) as condições emocionais e estruturais necessárias à evolução moral.

CONTINUA...

Contra a pedofilia, em defesa da inocência...



Hoje é dia de BLOGAGEM COLETIVA. O tema desta vez é PEDOFILIA e foi proposto pelaLUMA. Gostei muito do tema e acho bem pertinente para ser divulgado e discutido através da blogosfera, já que, hoje em dia, grande parte dos crimes relacionados a este assunto ocorre com o auxílio dessa poderosa ferramenta que se tornou a INTERNET.

pedofilia é uma perversão sexual, caracterizada pela opção sexual preferencial por crianças e adolescentes, de forma compulsiva e obsessiva. O pedófilo é uma pessoa aparentemente normal e muitas vezes bem inserida na sociedade, daí o fato da pedofilia ser uma patologia muito freqüente em todas os níveis sociais e econômicos, portanto, não é rara a presença de pedófilos nas escolas, praças, igrejas, consultórios médicos, enfim, em todos os lugares onde ele, o pedófilo, possa encontrar crianças e adolescentes. Em muitos casos o pedófilo pode ser alguém da própria família. O pedófilo é, acima de tudo, um doente, que necessita de tratamento, mas que torna-se muito perigoso, já que pode cometer crimes (não só o abuso sexual em si, mas outros igualmente graves, incluindo até o homicídio) contra as crianças, por isso deve ser combatido.

Sobre o período de infância a Doutrina Espírita nos esclarece que este é um estado de suma importância para o Espírito reencarnante, que está em trânsito, a caminho de sua pureza e perfeição, conforme nos afirma aquestão 383 do “Livro dos Espíritos”:

Pergunta: Qual, para este, a utilidade de passar pelo estado de infância?

Resposta: “Encarnado, com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo.”

Em relação às crianças, entendemos, portanto, que os responsáveis por educá-las somos todos nós, já que precisamos dar os exemplos a serem seguidos por elas quando estiverem em condição de responderem por si próprias. Estando, portanto, mais acessíveis às impressões que recebem, provavelmente estarão definitivamente marcadas por qualquer tipo de violência cometida contra elas, o que lhes trarão sérios prejuízos no futuro, nesta e em outras encarnações.

A Doutrina Espírita procura não condenar ninguém, recomendando sempre que tenhamos com todos o máximo de respeito, consideração e carinho, inclusive para com as pessoas desequilibradas sexualmente, uma vez que elas constituem espíritos que atravessam um momento difícil (até mesmo tormentoso) em que necessitam promover a sua edificação moral, através de uma conduta sexual equilibrada. Ocorre que, não é lícito a ninguém, seja hetero ou homossexual, determinados abusos, tais como a pedofilia, que vem a ser uma prática criminosa, por envolver criaturas inocentes e indefesas, constituindo assim um ato de extrema violência, que por isso mesmo, deve ser combatido.

O Espiritismo, portanto, não condena ninguém pelas escolhas que qualquer pessoa faça em sua vida, apenas nos alerta a respeito da Lei de Ação e Reação, segundo a qual recebemos de volta os efeitos de nossa própria conduta, conforme asseverou JESUS, quando afirmou: “A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”. Mas, como para tudo na vida precisamos ter bom-senso, não podemos, de maneira alguma, ser coniventes com determinadas atitudes, pois assim estaríamos igualando-nos aos criminosos. O pedófilo, na minha opinião, deve ser considerado um doente e por isso, merece tratamento, não só médico, mas quem sabe também espiritual, já que, além do próprio distúrbio do qual é portador, muitas vezes ele pode estar acompanhado de espíritos obsessores. O que não podemos é de forma alguma tolerar esse tipo de comportamento abusivo.

Neste caso específico, portanto, cabe a todos nós orientarmos e protegermos as crianças em relação aos perigos e estarmos sempre atentos a qualquer comportamento estranho. E não devemos deixar de denunciar quando suspeitarmos de algo. Afinal, uma coisa é ser compreensivo com as faltas alheias, outra coisa é ser conivente e permissivo com determinados crimes...




Sexo e Destino

Gente, aproveitando a proximidade do fim de semana e continuando com a proposta “este blog indica”, iniciada ontem, gostaria de recomendar a vocês uma excelente peça de teatro que assisti no final de semana passado.

Eu já havia feito esta semana um comentário falando sobre esta peça no blog do Ylen e agora resolvi fazer este pequeno post.

Infelizmente, esta dica serve apenas para o pessoal que está no Recife. Não sei se muita gente do Recife acessa este blog, mas de qualquer forma fica aqui o registro. Mas, como a peça é baseada em um livro, a dica vale para todos!

Trata-se da peça “Sexo e Destino”, baseada na obra homônima de André Luiz, realizada pelo GRUPO SAL DE TEATRO e que está sendo apresentada nos finais de semanas no Sesc Santo Amaro – Recife/PE.

Vou fazer aqui apenas um pequeno comentário, já que o ideal mesmo é quem puder, ir assistir! E eu não gosto de ser estraga-surpresas... Bom, quem leu o livro vai perceber que os diálogos procuram ser bem fiéis ao texto, mas algumas coisas foram alteradas, creio eu, para facilitar o entendimento. O livro é grande e André Luiz é sempre bem detalhista nas descrições e aí, obviamente, na peça não tem como ser tudo igual.

A peça, assim como o livro, aborda temas como incesto, traição, falsidade, vaidade e luxúria. Mostra também como a espiritualidade atua em consonância conosco, seja positiva ou negativamente, tanto amparando-nos, quanto prejudicando-nos, como no caso de uma obsessão. Mostra ainda a importância da reencarnação, como forma de preciosa oportunidade para a correção dos erros cometidos no passado.

A história é baseada em fatos reais, presenciados por André Luiz em uma de suas missões de trabalho, assim como todas as histórias apresentadas em seus outros livros, mas, como sempre, os nomes dos seus personagens foram modificados.

A peça foca os membros de duas famílias (Nogueira e Torres) e as relações que seus membros têm entre si, quais sejam: um homem (Nemésio Torres) que trai sua esposa (Beatriz Torres) com uma moça bem mais jovem (Marina Nogueira), que por sua vez envolve-se ao mesmo tempo com Nemésio Torres e com Gilberto Torres (filho de Nemésio). Gilberto envolve-se ainda, além de Marina, com Marita Nogueira (irmã de Marina). Já Marita acaba tendo uma relação incestuosa com Cláudio Nogueira, que acredita ser seu pai adotivo, mas que na verdade é seu pai verdadeiro. Cláudio sofre a influência de um espírito obsessor. Nesse meio tempo, André Luiz, Pedro Neves (pai desencarnado de Beatriz Torres) e o Irmão Félix (instrutor do plano espiritual) acompanham o desenrolar dos fatos, que têm início, na verdade, em outra encarnação, apenas por um capricho de um jovem chamado Álvaro, que um dia desejou uma mulher casada. A peça mostra-nos ainda quem foram estas pessoas na encarnação anterior e o que aconteceu em suas relações que acabaram gerando conseqüências na existência atual.

Ou seja, André Luiz mostra-nos, mais uma vez, que ninguém foge à colheita daquilo que plantou e que todos nós deveremos, uma hora ou outra, encarar nossos erros de frente e trabalhar para corrigi-los, para o nosso próprio bem e daqueles a quem amamos.

Existem certos personagens que não são muito explorados na peça, como Márcia Nogueira, esposa de Cláudio, mãe consangüínea de Marina e adotiva de Marita, que faz apenas pequenas aparições na peça, mas que no livro tem uma função bem mais importante. Mas, como eu já mencionei antes, acredito que isto seja pelo fato de que não há muito tempo para desenvolver a história com todos os detalhes apresentados no livro. Mas mesmo assim a peça consegue explicar bem a trama e passar uma bela mensagem.

O livro fala-nos também, de forma bem mais detalhada que na peça, a respeito de uma organização presente no plano espiritual, chamada “Almas Irmãs”, que possui um trabalho de socorro e reeducação destinado aos desencarnados que envolveram-se em desvarios sexuais quando no plano físico, envolvendo-se por vezes em crimes e adquirindo assim inúmeros desequilíbrios. É muito interessante observar como funcionam trabalhos assim e isso nos faz lembrar também que ninguém é esquecido pela Misericórdia Divina.

Enfim, a história mostrada alerta-nos sobre as conseqüências do mau-uso da sexualidade em nossas vidas e como isso afeta negativamente, não só a nós, mas também aos que são envolvidos direta ou indiretamente naquilo que fazemos; e como nós, com isso, acabamos por adquirir “carmas” que por vezes carregamos conosco durante várias encarnações.

Fica a lição de que Deus é bom e justo, que Ele sempre nos mostra o caminho correto a seguir, mas que respeita nosso livre-arbítrio, sabendo que, mais tarde, todo o sofrimento gerado por nós, como conseqüência de nossa irreflexão, servirá como um aprendizado do qual jamais nos esqueceremos e que nos ajudará em nosso processo de evolução.

Acho que esta peça merece ser vista por todos, sejam espíritas ou não. Não só pela mensagem que passa, mas também por se tratar de um ótimo entretenimento, os atores são muito bons e é tudo feito com coração, isso dá para sentir!

Aqui estão os dados da peça para quem se interessar:

Peça: Sexo e Destino
Realização: Grupo Sal de Teatro
Local: Teatro do Sesc Santo Amaro - Rua Marques do Pombal, s/nº
Bairro de Santo Amaro - Recife
Fones: 3216-1616 / 3216-1719 / 3216-1702
Quando: Sábados e domingos, até o dia 25/11.
Horário: 19:00h
Ingressos: R$ 10,00 inteira e R$ 5,00 estudante.

Bom, fica aqui a dica, a peça ficará em cartaz no Sesc até o dia 25/11/07, depois eles irão viajar pelo interior do Estado, segundo a moça da recepção me falou, Portanto, pessoal do interior de Pernambuco que tiver interesse, fiquem atentos! Qualquer coisa que eu souber aviso aqui, ok?

Mas, independente da peça, eu gostaria de dizer a todos que não deixem de ler o livro. Além se ser uma história que prende do início ao fim, é muito comovente e a lição jamais será esquecida! Vocês não irão se arrepender!

Livro: Sexo e Destino
Autor espiritual: André Luiz
Psicografado por: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
Editora: FEB

Abraços a todos e bom final de semana!
Adriana