Estudando o Espiritismo

Observe os links ao lado. Eles podem ter artigos com o mesmo tema que você está pesquisando.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Mediunidade com Jesus - ESDE Antigo


Idéias Principais:
Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios.  Daí gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido.
O dom da mediunidade é tão antigo quanto o mundo.  Os profetas eram médiuns.  Sócrates era dirigido por um Espírito que lhe inspirava os admiráveis princípios de sua filosofia; ele lhe ouvia a voz.  Todos os povos tiveram seus médiuns e as inspirações de Joana D’Arc não eram mais do que vozes de Espíritos benfazejos que a dirigiam.
Deus quer que os Espíritos sejam reconduzidos aos interesses da alma.  Quer que o aperfeiçoamento do homem moral se torne o que deve ser, isto é, o fim e o objetivo da vida.
Todo progresso vem na sua hora: a da elevação moral soou para a Humanidade.  Neste sentido, a prática da mediunidade com Jesus é o grande instrumento de renovação social.

SÍNTESE DO ASSUNTO:
“Restituí a saúde aos doentes, ressuscitai os mortos, curai os leprosos, expulsai os demônios. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido”.  Foi esta a recomendação de Jesus a seus discípulos e com isto querendo dizer “que ninguém se faça pagar daquilo que nada pagou”.  Ora, o que eles haviam recebido gratuitamente era a faculdade de curar doentes e de expulsar os demônios, isto é, os maus Espíritos.  Esse dom de Deus lhe fora dado gratuitamente para alívio dos que sofrem e como meio de propagação da fé; Jesus, pois, recomendava-lhes que não fizessem dele objeto de comércio, nem de especulação, nem meio de vida.
Esta orientação dada por Jesus continua mais atual do que nunca, porque a mediunidade evangelizada jamais poderá ser transformada em profissão ou fonte de rendas.  Sendo luz que brilha na carne, a mediunidade é atributo do Espírito, patrimônio da alma imortal, elemento renovador da posição moral da criatura terrena, enriquecendo todos os seus valores no capítulo da virtude e da inteligência, sempre que se encontre ligada aos princípios evangélicos na sua trajetória pela face do mundo.
Deve-se compreender que a mediunidade só existe pelo concurso dos Espíritos.  “Os atributos medianímicos são os talentos do Evangelho”.  Se o patrimônio divino é desviado de seus fins, o mau servo torna-se indigno da confiança do Senhor da seara da verdade e do amor.  Multiplicados no bem, os talentos mediúnicos crescerão para Jesus, sob as bênçãos divinas; todavia, se sofrem os insultos do egoísmo, do orgulho, da vaidade ou da exploração inferior, podem deixar o intermediário do invisível entre as sombras pesadas do estacionamento, nas mais dolorosas perspectivas de expiação, em vista do acréscimo de seus débitos irrefletidos.
Mediunidade não basta por si só.
É imprescindível saber que tipo de onda mental assimilamos para conhecer da qualidade de nosso trabalho e ajuizar de nossa direção.
O médium moralizado, que encontra na vivência evangélica a conduta de vida, é uma pessoa de bem, que procura ser humilde, sincero, paciente, perseverante, bondoso, estudioso e trabalhador.  Cumpre o mandato mediúnico com amor.
Ao exercício da mediunidade com Jesus, isto é, na perfeita aplicação dos seus valores a benefício da criatura, em nome da caridade, é que o ser atinge a plenitude das suas funções e faculdades, convertendo-se em celeiro de bênçãos, semeador da saúde espiritual e da paz nos diversos terrenos da vida humana, na Terra.
Aí está, como a prática mediúnica exerce um papel de renovação social.  O espírito humano segue em marcha necessária, imagem da graduação que experimenta tudo o que povoa o universo visível e invisível.  Todo progresso vem na sua hora; a da elevação moral soou para a Humanidade.  E o médium evangelizado, exercendo o mandato com amor e espírito de serviço em benefício do próximo, contribui em grande escala para o progresso moral.
Estudo Sistematizado – Apostila da FEB.

Allan Kardec – O Livro dos Médiuns (Cap. XXXI – item 11)
O dom da mediunidade é tão antigo quanto o mundo.  Os profetas eram médiuns.  Os mistérios de Elêusis se fundavam na mediunidade.  Os Caldeus, os Assírios, tinham médiuns.  Sócrates era dirigido por um Espírito que lhe inspirava os admiráveis princípios da sua filosofia; ele lhe ouvia a voz.  Todos os povos tiveram seus médiuns e as inspirações de Joana D’Arc não eram mais que vozes de Espíritos benfazejos que a dirigiam.
Esse dom, que agora se espalha, raro se tornara nos séculos medievos; porém, nunca desapareceu.  Swedenborg e seus adeptos constituíram numerosa escola.  A França dos últimos séculos, zombeteira e preocupada com uma filosofia que, pretendendo extinguir os abusos da intolerância religiosa, abafava sob o ridículo tudo o que era ideal, tinha que afastar o Espiritismo, que progredia sem cessar ao norte.
Permitira Deus essa luta de idéias positivas contra as idéias espiritualistas, porque o fanatismo se constituíra a arma destas últimas.  Agora, que os progressos da indústria e da ciência desenvolveram a arte de bem viver, a tal ponto que as tendências materiais se tornaram dominantes, quer Deus que os Espíritos sejam reconduzidos aos interesses da alma.  Quer que o aperfeiçoamento do homem moral se torne o que deve ser, isto é, o fim e o objetivo da vida.
O Espírito humano segue em marcha necessária, imagem da graduação que experimenta tudo o que povoa o universo visível e invisível.  Todo progresso vem na sua hora; a da elevação moral soou para a Humanidade.  Ela não se operará ainda nos vossos dias; mas, agradecei ao Senhor o haver permitido assistais à aurora bendita.

Nenhum comentário:

Postar um comentário